Como diagnosticar a otosclerose? A otosclerose é uma das principais causas de perda auditiva progressiva em adultos jovens e de meia-idade. Como seus sintomas costumam evoluir lentamente, muitas pessoas convivem com a doença durante anos antes de receber o diagnóstico correto.
O diagnóstico é realizado pela combinação entre a história clínica, exame físico, testes auditivos e exames de imagem. Não existe um único exame capaz de confirmar a doença em todos os pacientes.
Neste artigo você entenderá como a otosclerose é diagnosticada, quais exames são necessários e por que a avaliação com um otorrinolaringologista especialista em ouvido (otologista) é fundamental.
O que é otosclerose?
A otosclerose é uma doença caracterizada pelo remodelamento anormal do osso da cápsula ótica, principalmente ao redor da janela oval, onde se localiza o estribo.
Com a progressão da doença, o estribo perde mobilidade e deixa de transmitir adequadamente as vibrações sonoras até a cóclea.
Como consequência, ocorre perda auditiva progressiva e, em muitos pacientes, zumbido.
Quais são os primeiros sintomas da otosclerose?
Os sintomas costumam surgir entre os 20 e 40 anos, embora possam aparecer em outras faixas etárias.
Os sinais mais frequentes incluem:
- perda auditiva progressiva;
- dificuldade para compreender conversas;
- sensação de ouvido abafado;
- zumbido;
- dificuldade para ouvir em ambientes ruidosos.
Em alguns pacientes, o zumbido aparece antes mesmo da perda auditiva ser percebida.
Também é comum que os sintomas comecem em apenas um ouvido, mesmo quando a doença posteriormente acomete ambos.
Como diagnosticar a otosclerose?
O diagnóstico é baseado na associação de diversos elementos.
O médico considera:
- história clínica;
- exame físico;
- testes auditivos;
- exames de imagem.
Além disso, são avaliados fatores importantes como:
- idade de início dos sintomas;
- evolução lenta e progressiva da perda auditiva;
- presença de zumbido;
- história familiar de otosclerose.
Como a doença possui importante componente genético, o histórico familiar pode aumentar a suspeita clínica.
O exame físico consegue diagnosticar a otosclerose?
Na maioria dos casos, não.
Durante a otoscopia, o tímpano costuma apresentar aspecto normal.
Isso acontece porque a otosclerose acomete estruturas profundas do ouvido médio, invisíveis ao exame convencional.
Em situações raras pode ser observado o chamado Sinal de Schwartze, uma discreta coloração avermelhada atrás da membrana timpânica, mas esse achado é incomum e está presente em apenas uma pequena parcela dos pacientes.
Por isso, o diagnóstico depende principalmente dos exames complementares.

Quais exames confirmam a otosclerose?
Audiometria
A audiometria é o exame mais importante no diagnóstico da otosclerose.
Ela permite identificar:
- tipo da perda auditiva;
- intensidade da perda;
- evolução da doença.
Nas fases iniciais da otosclerose costuma ser encontrada uma perda auditiva condutiva.
Um achado clássico é o chamado entalhe de Carhart, caracterizado por redução da condução óssea em torno de 2.000 Hz, bastante sugestivo da doença.
Além do diagnóstico, a audiometria também é utilizada para acompanhar a evolução da perda auditiva ao longo dos anos.
Impedanciometria (imitanciometria)
A impedanciometria avalia a mobilidade da membrana timpânica e da cadeia ossicular.
Na otosclerose podem ser observados:
- redução da complacência do sistema tímpano-ossicular – curva Ar é a mais típica, mas curva A ainda é a mais comum;;
- ausência do reflexo estapediano, um dos achados mais característicos da doença.
Essas alterações reforçam significativamente a suspeita diagnóstica.
Tomografia computadorizada dos ossos temporais
A tomografia computadorizada é extremamente útil porque permite:
- identificar focos de otosclerose;
- diferenciar os tipos da doença;
- avaliar a anatomia do ouvido;
- excluir outras causas de perda auditiva;
- planejar a cirurgia.
Entretanto, é importante destacar que a tomografia pode ser normal nas fases iniciais da doença.
Por isso, um exame de imagem normal não exclui completamente o diagnóstico quando os demais achados clínicos são sugestivos.
Testes com diapasão
Durante a consulta, o otorrinolaringologista pode realizar testes simples utilizando um diapasão.
Os mais conhecidos são:
- teste de Weber;
- teste de Rinne.
Embora não confirmem isoladamente a otosclerose, esses testes ajudam a diferenciar perdas auditivas condutivas e neurossensoriais durante a avaliação clínica.
Como diferenciar a otosclerose de outras causas de perda auditiva?
Diversas doenças podem causar sintomas semelhantes, incluindo:
- presbiacusia (perda auditiva relacionada ao envelhecimento);
- otites;
- rolha de cera;
- perda auditiva súbita;
- doença de Ménière;
- colesteatoma;
- alterações do ouvido interno.
Por isso, o diagnóstico correto depende da integração entre sintomas, exames e avaliação médica especializada.
Quais são as fases da otosclerose?
Fase inicial
Nesta fase os sintomas costumam ser discretos.
O paciente pode perceber apenas:
- zumbido leve;
- pequena dificuldade para ouvir;
- sensação de ouvido abafado.
Fase progressiva
Com a evolução da doença surgem dificuldades crescentes para:
- compreender conversas;
- ouvir em ambientes ruidosos;
- utilizar o telefone;
- acompanhar reuniões e atividades sociais.
Fase avançada
Nos casos mais avançados pode ocorrer comprometimento do ouvido interno, levando à:
- perda auditiva mista;
- perda auditiva neurossensorial;
- necessidade de aparelhos auditivos;
- implante coclear em situações selecionadas.
O diagnóstico da otosclerose precoce melhora o tratamento?
Sim.
Quanto mais cedo a doença for identificada, maiores costumam ser as possibilidades de tratamento.
O diagnóstico precoce permite:
- acompanhar a evolução da perda auditiva;
- indicar a cirurgia no momento mais adequado;
- preservar melhor a audição;
- reduzir o impacto do zumbido;
- proporcionar resultados cirúrgicos mais previsíveis.
Quando procurar um especialista em otosclerose?
Procure avaliação com um otorrinolaringologista especialista em ouvido se apresentar:
- perda auditiva progressiva;
- zumbido persistente;
- dificuldade crescente para compreender conversas;
- histórico familiar de otosclerose;
- sensação frequente de ouvido abafado.
Quanto antes o diagnóstico for realizado, maiores costumam ser as chances de recuperar ou preservar a audição.
Diagnóstico e tratamento da otosclerose no Rio de Janeiro
Se você apresenta perda auditiva progressiva, zumbido ou suspeita de otosclerose, procure avaliação especializada.
Dr. Felippe Felix é otorrinolaringologista, otologista e especialista em cirurgia da otosclerose no Rio de Janeiro. É Chefe do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da UFRJ, Doutor e Mestre pela UFRJ, realizou aperfeiçoamento em Otologia no Institut Georges Portmann (França) e possui ampla experiência no diagnóstico e tratamento da otosclerose, perda auditiva, colesteatoma, implante coclear e demais doenças do ouvido.
Agende sua consulta para uma avaliação completa e descubra a causa da sua perda auditiva e o tratamento mais indicado para o seu caso.
Consultório Ipanema: (21) 3149-2818 ou (21) 97132-0928
Exames auditivos: Otocenter Ipanema
Consultório Niterói, Icaraí: (21) 2710-6220 ou (21) 98017-6116
Exames auditivos: Otocenter Felix
Veja também: