Otosclerose

felippe felix otorrino rio de janeiro e niteroi

por: Felippe Felix

A otosclerose é uma doença do osso temporal que envolve o  ouvido médio e gera desmineralização e remodelamento do osso ao redor da cóclea. Uma das principais áreas afetadas é a base do estribo, o menor osso do corpo humano. A membrana timpânica, ao vibrar, faz vibrar o martelo, e em seguida a bigorna. Mas quando a vibração sonora chega ao estribo, ele está fixado e não transmite o som para cóclea.

Como essa desmineralização do osso é um processo progressivo, a perda auditiva do paciente também irá progredir com o passar do tempo, podendo comprometer significativamente a qualidade de vida do paciente nos casos mais graves quando não há tratamento adequado.

Causas da otosclerose

A otosclerose tem causa genética e padrão de herança dominante. Isso significa que é comum encontrar vários casos na mesma família com essa mesma doença, afetando diferentes gerações.

A doença começa a se manifestar próximo aos 20 anos de idade, com perda auditiva que vai piorando gradativamente ao longo da vida. Geralmente, as mulheres são mais afetadas do que homens e, em alguns casos, a perda auditiva pode piorar durante a gravidez, o que sugere que fatores hormonais também podem influenciar a evolução da doença.

Possíveis causas ou fatores associados à otosclerose incluem:

  • Histórico familiar positivo
  • Infecções virais (como o sarampo)
  • Alterações hormonais
  • Predisposição genética

Sintomas da otosclerose

O principal sintoma é a perda auditiva condutiva progressiva, ou seja, uma dificuldade crescente para ouvir, especialmente sons mais graves. Em cerca de 80% dos casos ela pode ser bilateral, mesmo que as orelhas manifestem a perda auditiva em momentos diferentes. Ou seja, em muitos casos a otosclerose atinge os dois ouvidos, embora possa começar em apenas um lado. As pessoas com otosclerose podem, além da perda auditiva, apresentar zumbido.

Os sintomas da otosclerose podem incluir:

  • Dificuldade para ouvir em ambientes barulhentos
  • Sensação de que as pessoas estão “falando baixo”
  • Zumbido no ouvido (tinnitus) – muito comum em pacientes com otosclerose
  • Em casos mais avançados, pode ocorrer perda auditiva mista (condutiva + sensorioneural)

Diagnóstico da otosclerose

O diagnóstico da otosclerose é feito pela história clínica, exame físico, audiometria e tomografia computadorizada. A avaliação clínica completa com otorrinolaringologista inclui:

  1. Histórico clínico detalhado – perda auditiva progressiva, histórico familiar, idade de início dos sintomas
  2. Exame físico otológico – para avaliar a membrana timpânica e excluir outras causas
  3. Audiometria – exame que mede o grau e o tipo de perda auditiva
  4. Impedanciometria (ou imitanciometria) – avalia a mobilidade dos ossículos e da membrana timpânica
  5. Tomografia computadorizada de alta resolução – pode confirmar o espessamento ósseo ao redor da cóclea e a fixação do estribo, além de descartar outras causas

Tratamento da otosclerose

O tratamento da perda auditiva pode ser feito através de uma cirurgia chamada Estapedotomia ou Estapedectomia, em que o estribo envolvido é substituído por uma prótese. Uma alternativa à cirurgia é o uso de aparelhos auditivos. Casos mais avançados podem chegar a Implante Coclear. 

1. Cirurgia (Estapedotomia ou Estapedectomia)

O procedimento mais comum é a estapedotomia, em que o estribo imobilizado é substituído por uma prótese, geralmente de teflon, que permite a retomada da condução do som até a cóclea. É uma cirurgia delicada e eficaz, capaz de melhorar significativamente a audição em grande parte dos casos.

Arquivo pessoal: Prótese de Teflon substituindo o Estribo na cirurgia

A cirurgia é feita sob anestesia geral e costuma durar entre 1 a 2 horas, com alta no mesmo dia ou no dia seguinte. A melhora da audição geralmente ocorre logo nas primeiras semanas após o procedimento.

2. Aparelhos auditivos

Quando a cirurgia não é recomendada ou o paciente prefere não operar, o uso de aparelhos auditivos pode ser uma excelente alternativa. Eles amplificam os sons e ajudam a melhorar a comunicação no dia a dia, especialmente em casos mais leves ou em pacientes com contraindicações cirúrgicas.

3. Implante coclear

Em casos mais avançados, nos quais já houve comprometimento da cóclea e a perda auditiva se tornou severa, o implante coclear pode ser indicado. Esse recurso é menos comum para otosclerose, mas pode ser necessário em casos específicos.

A importância do tratamento precoce para a otosclerose

A otosclerose tem tratamento eficaz, mas o sucesso depende de um diagnóstico precoce e de uma indicação adequada para cirurgia ou aparelho auditivo. O acompanhamento com um otorrino especializado em perda auditiva é essencial para avaliar o avanço da doença e decidir o melhor momento para intervir.

Tratamento de otosclerose no Rio de Janeiro

Dr. Felippe Felix é referência em diagnóstico e tratamento de otosclerose no Rio de Janeiro, com ampla experiência em cirurgias auditivas, surdez, próteses e implante coclear. Se você ou alguém da sua família foi diagnosticado com otosclerose ou está enfrentando dificuldades auditivas, agende uma consulta para entender as melhores opções para o seu caso.

Consultório Ipanema: (21) 3149-2818 ou (21) 97132-0928
Exames auditivos: Otocenter Ipanema

Consultório Niterói, Icaraí: (21) 2710-6220 ou (21) 98017-6116
Exames auditivos: Otocenter Felix

Veja também:

Como reverter a otosclerose?

Estapedotomia

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