Neste artigo você entenderá quais são os principais tipos de otosclerose, como identificar cada um deles e quais são as opções de tratamento disponíveis.
A otosclerose é uma das principais causas de perda auditiva progressiva em adultos e pode se apresentar de diferentes formas. Embora muitas pessoas conheçam apenas o nome da doença, poucos sabem que existem diferentes tipos de otosclerose, e que cada um deles afeta a audição de maneira distinta.
Essa classificação é muito importante porque influencia diretamente o diagnóstico, o prognóstico e a escolha do tratamento. Enquanto alguns pacientes apresentam excelentes resultados com a cirurgia da otosclerose (estapedotomia), outros podem se beneficiar mais do uso de aparelhos auditivos ou, em situações específicas, do implante coclear.
O que é otosclerose?
A otosclerose é uma doença caracterizada pelo remodelamento anormal do osso da cápsula ótica, especialmente na região da janela oval, onde se localiza o estribo, o menor osso do corpo humano.
Durante a audição normal, o som faz vibrar a membrana timpânica, movimentando a cadeia ossicular formada por martelo, bigorna e estribo. Quando o estribo perde sua mobilidade devido à otosclerose, ocorre dificuldade na transmissão das vibrações sonoras até a cóclea, resultando em perda auditiva.
Dependendo da localização dessas alterações ósseas, surgem diferentes formas da doença.
Quais são os principais tipos de otosclerose?
A classificação mais utilizada divide a doença em três formas principais:
- Otosclerose fenestral (ou estapediana)
- Otosclerose coclear (ou retrofenestral)
- Otosclerose mista
Além disso, a doença pode ser classificada como:
- Otosclerose unilateral
- Otosclerose bilateral
Cada uma apresenta características próprias e tratamentos diferentes.

Otosclerose fenestral (ou estapediana)
A otosclerose fenestral é a forma mais frequente da doença.
Ela ocorre quando o processo de remodelamento ósseo compromete a região da janela oval, provocando fixação do estribo e impedindo a adequada transmissão do som.
Os principais sintomas são:
- perda auditiva condutiva progressiva;
- zumbido;
- dificuldade para compreender conversas.
A grande vantagem desse tipo de otosclerose é que ele costuma responder muito bem à estapedotomia, considerada atualmente o tratamento cirúrgico padrão.
Quando bem indicada e realizada por cirurgião experiente, a cirurgia apresenta altas taxas de sucesso na recuperação da audição.
Otosclerose coclear (ou retrofenestral)
A otosclerose coclear, também chamada de otosclerose retrofenestral, é uma forma menos comum, porém mais complexa.
Nesse tipo da doença, o remodelamento ósseo atinge diretamente a cóclea, estrutura responsável por transformar o som em impulsos nervosos enviados ao cérebro.
Como consequência, o paciente desenvolve principalmente:
- perda auditiva neurossensorial;
- pior compreensão da fala;
- maior dificuldade para ouvir em ambientes ruidosos;
- zumbido em parte dos casos.
Diferentemente da forma fenestral, a cirurgia do estribo isoladamente costuma oferecer pouco benefício, pois o problema está localizado no ouvido interno.
O tratamento geralmente envolve:
- aparelhos auditivos modernos;
- acompanhamento especializado;
- implante coclear nos casos de perda auditiva profunda ou quando os aparelhos deixam de proporcionar benefício.
Otosclerose mista
A otosclerose mista combina características das duas formas anteriores.
O paciente apresenta simultaneamente:
- fixação do estribo (componente condutivo);
- comprometimento da cóclea (componente neurossensorial).
Por esse motivo, a perda auditiva costuma ser mais intensa.
O tratamento depende do grau de comprometimento de cada componente.
Em muitos pacientes, a estapedotomia melhora significativamente a parte condutiva da audição, podendo ser complementada posteriormente pelo uso de aparelho auditivo.
Otosclerose unilateral e bilateral
Além da classificação anatômica, a doença também pode ser dividida conforme o número de ouvidos acometidos.
Otosclerose unilateral
Afeta apenas um ouvido.
Embora menos frequente, pode causar dificuldade para localizar sons e compreender conversas em ambientes ruidosos.
Otosclerose bilateral
Compromete ambos os ouvidos.
Está presente em aproximadamente 70% a 80% dos pacientes, embora a evolução nem sempre ocorra da mesma forma nos dois lados.
A classificação da otosclerose muda o tratamento?
Sim.
Essa é uma das informações mais importantes para o paciente.
Cada tipo de otosclerose possui características próprias e exige uma estratégia diferente.
Em geral:
Otosclerose fenestral
- excelente indicação para cirurgia (estapedotomia).
Otosclerose coclear
- tratamento principalmente com aparelhos auditivos;
- implante coclear em casos avançados.
Otosclerose mista
- abordagem individualizada;
- cirurgia associada ou não ao uso de aparelhos auditivos.
Por isso, identificar corretamente o tipo da doença é essencial antes de definir qualquer tratamento.
Como saber qual tipo de otosclerose eu tenho?
O diagnóstico deve ser realizado por um otorrinolaringologista especialista em ouvido (otologista).
Os principais exames utilizados são:
- audiometria tonal e vocal;
- impedanciometria;
- tomografia computadorizada dos ossos temporais;
- avaliação clínica completa.
A combinação desses exames permite identificar o tipo de perda auditiva, a localização da doença e a melhor estratégia terapêutica.
Qual tipo de otosclerose é mais grave?
Não existe uma resposta única.
Em geral:
- a otosclerose coclear costuma ser considerada a forma mais complexa, por comprometer diretamente o ouvido interno;
- a otosclerose mista apresenta gravidade variável;
- a otosclerose fenestral costuma apresentar o melhor prognóstico, principalmente quando tratada com cirurgia.
Mais importante do que a classificação é avaliar o grau da perda auditiva, a velocidade de progressão da doença e o momento do diagnóstico.
Existe cura para os diferentes tipos de otosclerose?
A otosclerose é uma doença de origem genética e progressiva, portanto não existe cura definitiva.
Entretanto, existem tratamentos altamente eficazes capazes de recuperar ou preservar a audição na maioria dos pacientes.
O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para alcançar os melhores resultados.
Especialista em otosclerose no Rio de Janeiro
Se você apresenta perda auditiva progressiva, zumbido ou já recebeu o diagnóstico de otosclerose, procure avaliação especializada.
Dr. Felippe Felix é otorrinolaringologista, otologista e especialista em cirurgia da otosclerose no Rio de Janeiro. É Chefe do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da UFRJ, Doutor e Mestre pela UFRJ, realizou aperfeiçoamento em Otologia no Institut Georges Portmann (França) e possui ampla experiência no diagnóstico e tratamento da otosclerose, perda auditiva, colesteatoma, implante coclear e demais doenças do ouvido.
Agende sua consulta para uma avaliação completa e descubra qual é o tipo de otosclerose que você apresenta e qual tratamento oferece a melhor perspectiva para recuperar sua audição.
Consultório Ipanema: (21) 3149-2818 ou (21) 97132-0928
Exames auditivos: Otocenter Ipanema
Consultório Niterói, Icaraí: (21) 2710-6220 ou (21) 98017-6116
Exames auditivos: Otocenter Felix
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