Quem tem otosclerose pode ficar surdo?

felippe felix otorrino rio de janeiro e niteroi

por: Felippe Felix

O que é otosclerose e como ela afeta a audição

A otosclerose é uma doença que altera a estrutura do osso temporal, principalmente próximo ao estribo que é um dos ossículos responsáveis por transmitir os sons até a cóclea. 

Ela provoca um processo de remodelação óssea anormal que pode levar à imobilização desse ossículo, impedindo a condução adequada dos sons. Com o tempo, essa alteração pode causar perda auditiva progressiva.

A otosclerose é uma das causas mais comuns de perda auditiva condutiva — quando o som não consegue chegar de forma eficiente até o ouvido interno. Em muitos casos, essa perda auditiva começa de forma leve, afetando apenas frequências graves, mas tende a se agravar com o tempo.

Quem tem otosclerose pode ficar surdo?

A otosclerose pode causar perda auditiva neurossensorial?

Embora a forma mais frequente da doença cause perda auditiva condutiva, em alguns casos, a otosclerose pode avançar e atingir a cóclea, parte do ouvido interno. 

Quando isso ocorre, o paciente desenvolve uma perda auditiva do tipo mista ou até mesmo neurossensorial, o que pode afetar também a percepção de sons mais agudos e a qualidade geral da audição.

Quem tem otosclerose pode ficar completamente surdo?

A perda auditiva provocada pela otosclerose pode ser significativa, especialmente se não for tratada. No entanto, a surdez total é rara. 

A boa notícia é que existem tratamentos eficazes que ajudam a controlar a progressão da doença e recuperar parte da audição, como o uso de aparelhos auditivos ou a realização de cirurgia.

Veja como é feita a cirurgia de otosclerose.

O que pode piorar a otosclerose?

Alguns fatores podem acelerar a progressão da otosclerose:

Histórico familiar e genética

A doença tem caráter hereditário. Ou seja, se há outros casos na família, a chance de desenvolver a doença ou ter uma forma mais agressiva pode ser maior.

Alterações hormonais

A otosclerose é mais comum em mulheres, e muitas pacientes relatam piora dos sintomas durante gravidez ou uso de anticoncepcionais hormonais. Isso acontece porque os hormônios parecem acelerar o processo de remodelação óssea no ouvido médio.

Entenda a relação entre gravidez e otosclerose.

Ausência de tratamento adequado

A ausência de acompanhamento médico e o adiamento do tratamento podem levar a uma progressão mais rápida da perda auditiva. Por isso, o diagnóstico precoce é essencial.

Infecções de ouvido não tratadas

Em casos mais raros, infecções recorrentes no ouvido médio podem piorar a sensação de entupimento e dificultar o diagnóstico ou o uso de próteses auditivas, atrapalhando o tratamento da otosclerose.

Como reverter ou tratar a otosclerose?

Embora a otosclerose não tenha cura, a perda auditiva  pode ser tratada com bastante sucesso. A principal opção cirúrgica é a estapedotomia, que substitui o osso afetado por uma prótese. 

Outra alternativa é o uso de aparelhos auditivos, especialmente para quem não pode ou não deseja realizar a cirurgia. O tratamento é individualizado e deve ser discutido com o otorrinolaringologista.

Quem tem otosclerose pode usar aparelho auditivo?

Sim, os aparelhos auditivos são uma excelente opção para muitos pacientes com otosclerose. Eles amplificam o som de forma a compensar a dificuldade de condução sonora causada pela imobilização dos ossículos.

Mesmo pacientes que já passaram pela cirurgia podem se beneficiar dos aparelhos em casos de perda auditiva persistente ou mista.

Qual o melhor aparelho auditivo para quem tem otosclerose?

A escolha do aparelho ideal depende do grau de perda auditiva e das características anatômicas de cada paciente. Em geral, os modelos retroauriculares (BTE) são os mais indicados para perdas condutivas ou mistas, por permitirem maior potência e adaptação mais eficiente. 

A avaliação com uma equipe de otorrino e fonoaudiólogo é essencial para garantir o melhor resultado.

É possível viver bem com otosclerose

Com o diagnóstico correto, acompanhamento médico contínuo e tratamento adequado, quem tem otosclerose pode manter uma boa qualidade de vida e preservar a audição por muitos anos. A surdez completa é rara, e há sempre caminhos possíveis para tratar ou amenizar os sintomas.

Quem opera otosclerose no Rio de Janeiro

Dr. Felippe Felix opera otosclerose no Rio de Janeiro. É especialista em surdez, próteses e cirurgias auditivas, com ampla experiência no diagnóstico e tratamento da otosclerose. 

Se você está em busca de especialista em otosclerose no Rio de Janeiro, agende uma consulta. 

Consultório Ipanema: (21) 3149-2818 ou (21) 97132-0928
Exames auditivos: Otocenter Ipanema

Consultório Niterói, Icaraí: (21) 2710-6220 ou (21) 98017-6116
Exames auditivos: Otocenter Felix

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