Tipos de otosclerose: conheça as formas da doença e como elas afetam a audição

felippe felix otorrino rio de janeiro e niteroi

por: Felippe Felix

Neste artigo você entenderá quais são os principais tipos de otosclerose, como identificar cada um deles e quais são as opções de tratamento disponíveis.

A otosclerose é uma das principais causas de perda auditiva progressiva em adultos e pode se apresentar de diferentes formas. Embora muitas pessoas conheçam apenas o nome da doença, poucos sabem que existem diferentes tipos de otosclerose, e que cada um deles afeta a audição de maneira distinta.

Essa classificação é muito importante porque influencia diretamente o diagnóstico, o prognóstico e a escolha do tratamento. Enquanto alguns pacientes apresentam excelentes resultados com a cirurgia da otosclerose (estapedotomia), outros podem se beneficiar mais do uso de aparelhos auditivos ou, em situações específicas, do implante coclear.

O que é otosclerose?

A otosclerose é uma doença caracterizada pelo remodelamento anormal do osso da cápsula ótica, especialmente na região da janela oval, onde se localiza o estribo, o menor osso do corpo humano.

Durante a audição normal, o som faz vibrar a membrana timpânica, movimentando a cadeia ossicular formada por martelo, bigorna e estribo. Quando o estribo perde sua mobilidade devido à otosclerose, ocorre dificuldade na transmissão das vibrações sonoras até a cóclea, resultando em perda auditiva.

Dependendo da localização dessas alterações ósseas, surgem diferentes formas da doença.

Quais são os principais tipos de otosclerose?

A classificação mais utilizada divide a doença em três formas principais:

  • Otosclerose fenestral (ou estapediana)
  • Otosclerose coclear (ou retrofenestral)
  • Otosclerose mista

Além disso, a doença pode ser classificada como:

  • Otosclerose unilateral
  • Otosclerose bilateral

Cada uma apresenta características próprias e tratamentos diferentes.

Tipos de otosclerose - infográfico

Otosclerose fenestral (ou estapediana)

A otosclerose fenestral é a forma mais frequente da doença.

Ela ocorre quando o processo de remodelamento ósseo compromete a região da janela oval, provocando fixação do estribo e impedindo a adequada transmissão do som.

Os principais sintomas são:

  • perda auditiva condutiva progressiva;
  • zumbido;
  • dificuldade para compreender conversas.

A grande vantagem desse tipo de otosclerose é que ele costuma responder muito bem à estapedotomia, considerada atualmente o tratamento cirúrgico padrão.

Quando bem indicada e realizada por cirurgião experiente, a cirurgia apresenta altas taxas de sucesso na recuperação da audição.

Otosclerose coclear (ou retrofenestral)

A otosclerose coclear, também chamada de otosclerose retrofenestral, é uma forma menos comum, porém mais complexa.

Nesse tipo da doença, o remodelamento ósseo atinge diretamente a cóclea, estrutura responsável por transformar o som em impulsos nervosos enviados ao cérebro.

Como consequência, o paciente desenvolve principalmente:

  • perda auditiva neurossensorial;
  • pior compreensão da fala;
  • maior dificuldade para ouvir em ambientes ruidosos;
  • zumbido em parte dos casos.

Diferentemente da forma fenestral, a cirurgia do estribo isoladamente costuma oferecer pouco benefício, pois o problema está localizado no ouvido interno.

O tratamento geralmente envolve:

  • aparelhos auditivos modernos;
  • acompanhamento especializado;
  • implante coclear nos casos de perda auditiva profunda ou quando os aparelhos deixam de proporcionar benefício.

Otosclerose mista

A otosclerose mista combina características das duas formas anteriores.

O paciente apresenta simultaneamente:

  • fixação do estribo (componente condutivo);
  • comprometimento da cóclea (componente neurossensorial).

Por esse motivo, a perda auditiva costuma ser mais intensa.

O tratamento depende do grau de comprometimento de cada componente.

Em muitos pacientes, a estapedotomia melhora significativamente a parte condutiva da audição, podendo ser complementada posteriormente pelo uso de aparelho auditivo.

Otosclerose unilateral e bilateral

Além da classificação anatômica, a doença também pode ser dividida conforme o número de ouvidos acometidos.

Otosclerose unilateral

Afeta apenas um ouvido.

Embora menos frequente, pode causar dificuldade para localizar sons e compreender conversas em ambientes ruidosos.

Otosclerose bilateral

Compromete ambos os ouvidos.

Está presente em aproximadamente 70% a 80% dos pacientes, embora a evolução nem sempre ocorra da mesma forma nos dois lados.

A classificação da otosclerose muda o tratamento?

Sim.

Essa é uma das informações mais importantes para o paciente.

Cada tipo de otosclerose possui características próprias e exige uma estratégia diferente.

Em geral:

Otosclerose fenestral

  • excelente indicação para cirurgia (estapedotomia).

Otosclerose coclear

  • tratamento principalmente com aparelhos auditivos;
  • implante coclear em casos avançados.

Otosclerose mista

  • abordagem individualizada;
  • cirurgia associada ou não ao uso de aparelhos auditivos.

Por isso, identificar corretamente o tipo da doença é essencial antes de definir qualquer tratamento.

Como saber qual tipo de otosclerose eu tenho?

O diagnóstico deve ser realizado por um otorrinolaringologista especialista em ouvido (otologista).

Os principais exames utilizados são:

  • audiometria tonal e vocal;
  • impedanciometria;
  • tomografia computadorizada dos ossos temporais;
  • avaliação clínica completa.

A combinação desses exames permite identificar o tipo de perda auditiva, a localização da doença e a melhor estratégia terapêutica.

Qual tipo de otosclerose é mais grave?

Não existe uma resposta única.

Em geral:

  • a otosclerose coclear costuma ser considerada a forma mais complexa, por comprometer diretamente o ouvido interno;
  • a otosclerose mista apresenta gravidade variável;
  • a otosclerose fenestral costuma apresentar o melhor prognóstico, principalmente quando tratada com cirurgia.

Mais importante do que a classificação é avaliar o grau da perda auditiva, a velocidade de progressão da doença e o momento do diagnóstico.

Existe cura para os diferentes tipos de otosclerose?

A otosclerose é uma doença de origem genética e progressiva, portanto não existe cura definitiva.

Entretanto, existem tratamentos altamente eficazes capazes de recuperar ou preservar a audição na maioria dos pacientes.

O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para alcançar os melhores resultados.

Especialista em otosclerose no Rio de Janeiro

Se você apresenta perda auditiva progressiva, zumbido ou já recebeu o diagnóstico de otosclerose, procure avaliação especializada.

Dr. Felippe Felix é otorrinolaringologista, otologista e especialista em cirurgia da otosclerose no Rio de Janeiro. É Chefe do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da UFRJ, Doutor e Mestre pela UFRJ, realizou aperfeiçoamento em Otologia no Institut Georges Portmann (França) e possui ampla experiência no diagnóstico e tratamento da otosclerose, perda auditiva, colesteatoma, implante coclear e demais doenças do ouvido.

Agende sua consulta para uma avaliação completa e descubra qual é o tipo de otosclerose que você apresenta e qual tratamento oferece a melhor perspectiva para recuperar sua audição.

Consultório Ipanema: (21) 3149-2818 ou (21) 97132-0928
Exames auditivos: Otocenter Ipanema

Consultório Niterói, Icaraí: (21) 2710-6220 ou (21) 98017-6116
Exames auditivos: Otocenter Felix

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