O que é otosclerose e como ela afeta a audição
A otosclerose é uma doença que altera a estrutura do osso temporal, principalmente próximo ao estribo que é um dos ossículos responsáveis por transmitir os sons até a cóclea.
Ela provoca um processo de remodelação óssea anormal que pode levar à imobilização desse ossículo, impedindo a condução adequada dos sons. Com o tempo, essa alteração pode causar perda auditiva progressiva.
A otosclerose é uma das causas mais comuns de perda auditiva condutiva — quando o som não consegue chegar de forma eficiente até o ouvido interno. Em muitos casos, essa perda auditiva começa de forma leve, afetando apenas frequências graves, mas tende a se agravar com o tempo.

A otosclerose pode causar perda auditiva neurossensorial?
Embora a forma mais frequente da doença cause perda auditiva condutiva, em alguns casos, a otosclerose pode avançar e atingir a cóclea, parte do ouvido interno.
Quando isso ocorre, o paciente desenvolve uma perda auditiva do tipo mista ou até mesmo neurossensorial, o que pode afetar também a percepção de sons mais agudos e a qualidade geral da audição.
Quem tem otosclerose pode ficar completamente surdo?
A perda auditiva provocada pela otosclerose pode ser significativa, especialmente se não for tratada. No entanto, a surdez total é rara.
A boa notícia é que existem tratamentos eficazes que ajudam a controlar a progressão da doença e recuperar parte da audição, como o uso de aparelhos auditivos ou a realização de cirurgia.
Veja como é feita a cirurgia de otosclerose.
O que pode piorar a otosclerose?
Alguns fatores podem acelerar a progressão da otosclerose:
Histórico familiar e genética
A doença tem caráter hereditário. Ou seja, se há outros casos na família, a chance de desenvolver a doença ou ter uma forma mais agressiva pode ser maior.
Alterações hormonais
A otosclerose é mais comum em mulheres, e muitas pacientes relatam piora dos sintomas durante gravidez ou uso de anticoncepcionais hormonais. Isso acontece porque os hormônios parecem acelerar o processo de remodelação óssea no ouvido médio.
Entenda a relação entre gravidez e otosclerose.
Ausência de tratamento adequado
A ausência de acompanhamento médico e o adiamento do tratamento podem levar a uma progressão mais rápida da perda auditiva. Por isso, o diagnóstico precoce é essencial.
Infecções de ouvido não tratadas
Em casos mais raros, infecções recorrentes no ouvido médio podem piorar a sensação de entupimento e dificultar o diagnóstico ou o uso de próteses auditivas, atrapalhando o tratamento da otosclerose.
Como reverter ou tratar a otosclerose?
Embora a otosclerose não tenha cura, a perda auditiva pode ser tratada com bastante sucesso. A principal opção cirúrgica é a estapedotomia, que substitui o osso afetado por uma prótese.
Outra alternativa é o uso de aparelhos auditivos, especialmente para quem não pode ou não deseja realizar a cirurgia. O tratamento é individualizado e deve ser discutido com o otorrinolaringologista.
Quem tem otosclerose pode usar aparelho auditivo?
Sim, os aparelhos auditivos são uma excelente opção para muitos pacientes com otosclerose. Eles amplificam o som de forma a compensar a dificuldade de condução sonora causada pela imobilização dos ossículos.
Mesmo pacientes que já passaram pela cirurgia podem se beneficiar dos aparelhos em casos de perda auditiva persistente ou mista.
Qual o melhor aparelho auditivo para quem tem otosclerose?
A escolha do aparelho ideal depende do grau de perda auditiva e das características anatômicas de cada paciente. Em geral, os modelos retroauriculares (BTE) são os mais indicados para perdas condutivas ou mistas, por permitirem maior potência e adaptação mais eficiente.
A avaliação com uma equipe de otorrino e fonoaudiólogo é essencial para garantir o melhor resultado.
É possível viver bem com otosclerose
Com o diagnóstico correto, acompanhamento médico contínuo e tratamento adequado, quem tem otosclerose pode manter uma boa qualidade de vida e preservar a audição por muitos anos. A surdez completa é rara, e há sempre caminhos possíveis para tratar ou amenizar os sintomas.
Quem opera otosclerose no Rio de Janeiro
Dr. Felippe Felix opera otosclerose no Rio de Janeiro. É especialista em surdez, próteses e cirurgias auditivas, com ampla experiência no diagnóstico e tratamento da otosclerose.
Se você está em busca de especialista em otosclerose no Rio de Janeiro, agende uma consulta.
Consultório Ipanema: (21) 3149-2818 ou (21) 97132-0928
Exames auditivos: Otocenter Ipanema
Consultório Niterói, Icaraí: (21) 2710-6220 ou (21) 98017-6116
Exames auditivos: Otocenter Felix