A apneia obstrutiva do sono é um distúrbio respiratório caracterizado por interrupções repetidas da respiração durante o sono. Essas pausas podem durar de segundos a minutos e ocorrem quando as vias aéreas superiores colapsam parcial ou totalmente, impedindo a passagem de ar para os pulmões.
Mais do que um simples distúrbio do sono, a apneia é uma condição médica que, quando não tratada, pode reduzir a qualidade de vida, aumentar o risco de doenças cardiovasculares e até afetar a expectativa de vida.
Neste artigo, vamos abordar as principais causas, riscos e opções de tratamento da apneia obstrutiva do sono.
O que causa a apneia obstrutiva do sono?
A apneia do sono geralmente está associada a um estreitamento ou colapso das vias aéreas superiores durante o sono. Diversos fatores podem contribuir para esse processo:
- Excesso de peso e acúmulo de gordura na região do pescoço
- Alterações anatômicas, como amígdalas aumentadas, desvio de septo ou retrognatia
- Idade avançada, que favorece o relaxamento muscular
- Uso de álcool ou sedativos antes de dormir
- Histórico familiar de apneia
- Tabagismo ou congestão nasal crônica
Quais são os sintomas da apneia do sono?
Nem sempre quem sofre de apneia está ciente disso. Muitas vezes, o parceiro de cama é quem percebe os sinais mais evidentes. Os principais sintomas incluem:
- Ronco alto e frequente
- Pausas na respiração durante o sono (percebidas por terceiros)
- Sonolência excessiva durante o dia
- Dores de cabeça matinais
- Dificuldade de concentração e irritabilidade
- Sono agitado ou sensação de sufocamento durante a noite
- Boca seca ao acordar
A apneia do sono é perigosa?
Sim. A apneia obstrutiva do sono, especialmente nos casos moderados a graves, aumenta significativamente o risco de hipertensão arterial, infarto, AVC, diabetes tipo 2, arritmias cardíacas e até morte súbita noturna.
O risco é proporcional à gravidade e ao tempo de exposição ao distúrbio sem tratamento. Estudos apontam que pessoas com apneia grave e não tratada têm uma expectativa de vida reduzida e mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares.
Como saber se a apneia é grave?
A gravidade da apneia obstrutiva é medida pelo índice de apneia-hipopneia (IAH), calculado por meio de um exame chamado polissonografia. Ele registra o número de eventos respiratórios por hora de sono:
- Leve: 5 a 15 eventos/hora
- Moderada: 15 a 30 eventos/hora
- Grave: mais de 30 eventos/hora
O tratamento varia de acordo com essa classificação, o perfil do paciente e a presença de comorbidades.
Qual é o tratamento da apneia obstrutiva do sono?
O tratamento da apneia obstrutiva do sono pode ser clínico, comportamental, com uso de dispositivos ou cirúrgico, dependendo da gravidade do quadro:
1. Mudanças no estilo de vida
Fundamentais em todos os casos de apneia do sono. Incluem:
- Perda de peso
- Evitar álcool e sedativos antes de dormir
- Dormir de lado (em vez de barriga para cima)
- Manter boa higiene do sono
- Tratar alergias ou obstruções nasais
2. CPAP: Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas
O CPAP (Continuous Positive Airway Pressure) é o tratamento padrão para apneia moderada a grave. Trata-se de um aparelho que fornece um fluxo contínuo de ar através de uma máscara nasal ou facial, impedindo o colapso das vias aéreas durante o sono. Ao eliminar ronco e apneia, ele também reduz os riscos de infarto, AVC e outros eventos cardiovasculares, além de melhorar o humor, a atenção e a disposição.

Dúvidas comuns sobre o CPAP:
Em quanto tempo o CPAP faz efeito?
Muitas pessoas já sentem melhora nos primeiros dias de uso.
O CPAP acaba com o ronco?
Sim, na maioria dos casos, ele elimina completamente o ronco.
Quais são os efeitos colaterais do CPAP?
Pode causar ressecamento nasal, sensação de claustrofobia e desconforto com a máscara, mas esses efeitos tendem a diminuir com a adaptação.
Posso usar CPAP se estiver gripado ou resfriado?
Sim, mas se houver grande congestão nasal, pode ser desconfortável. Alguns modelos têm umidificador embutido para amenizar isso.
Qual a melhor posição para dormir com CPAP?
Dormir de lado costuma ser mais confortável. Alguns travesseiros especiais ajudam na adaptação.
O uso adequado do CPAP deve ser acompanhado por um especialista, que ajusta a pressão ideal e ajuda na escolha do modelo e tipo de máscara mais confortável.
3. Dispositivos intraorais
Indicado principalmente no tratamento para apneia obstrutiva do sono leve ou para quem não se adapta ao CPAP. São moldes dentários personalizados que reposicionam a mandíbula, abrindo espaço na via aérea. Alguns modelos também estabilizam a língua, impedindo que ela obstrua o espaço respiratório.
Esses dispositivos são confortáveis para muitos pacientes, fáceis de transportar, não requerem eletricidade e não emitem ruído — o que pode representar um alívio para quem dorme acompanhado. No entanto, sua eficácia depende de uma boa indicação clínica, ajustes periódicos e acompanhamento profissional, pois o mau uso prolongado pode gerar desconforto na articulação temporomandibular (ATM) ou problemas dentários
4. Cirurgias nasais e orofaríngeas
Em alguns casos, a apneia obstrutiva do sono é agravada por alterações anatômicas, como desvio de septo, hipertrofia de cornetos, aumento das amígdalas ou adenóides, ou ainda excesso de tecido mole na garganta. Nestes casos, cirurgias otorrinolaringológicas podem ser indicadas para remover os obstáculos que dificultam a passagem do ar.
Procedimentos como septoplastia, turbinectomia, amigdalectomia, adenoidectomia ou uvulopalatofaringoplastia (UPFP) podem ajudar a melhorar a ventilação e reduzir os episódios de apneia. É fundamental que a indicação seja feita após uma avaliação detalhada com exames como nasofibroscopia e polissonografia, já que nem todos os pacientes se beneficiam da abordagem cirúrgica isolada.
5. Cirurgias de avanço maxilomandibular (ortognática)
Para pacientes com alterações estruturais ósseas da face, como retrognatismo (mandíbula pequena ou retraída) ou outras deformidades maxilofaciais, a cirurgia ortognática pode ser uma das soluções mais eficazes. Esse procedimento avança a mandíbula e a maxila, ampliando o espaço das vias aéreas e reduzindo drasticamente os colapsos que ocorrem durante o sono.
É uma cirurgia mais complexa, indicada principalmente para casos graves e quando há má oclusão dentária associada. No entanto, os resultados costumam ser bastante satisfatórios, com melhora significativa da apneia e da qualidade de vida do paciente. O planejamento é feito em conjunto com cirurgião bucomaxilofacial, otorrinolaringologista e ortodontista.
A apneia tem cura?
Casos leves de apneia podem ser controlados apenas com mudanças no estilo de vida. Já os casos moderados a graves não costumam ter cura definitiva, mas têm controle excelente com o tratamento adequado, especialmente com o uso contínuo do CPAP. Cirurgias podem representar uma solução mais duradoura para alguns pacientes.
Tratamento para apneia obstrutiva do sono no Rio de Janeiro
Se você ronca, sente cansaço excessivo durante o dia ou suspeita de apneia obstrutiva do sono, não demore a buscar ajuda profissional. A apneia pode parecer inofensiva, mas compromete sua saúde de forma silenciosa — e o tratamento certo pode realmente transformar a sua qualidade de vida. Agende uma consulta.
Consultório Ipanema: (21) 3149-2818 ou (21) 97132-0928
Exames auditivos: Otocenter Ipanema
Consultório Niterói, Icaraí: (21) 2710-6220 ou (21) 98017-6116
Exames auditivos: Otocenter Felix
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