A otosclerose bilateral é uma doença que afeta os dois ouvidos e representa uma das principais causas de perda auditiva progressiva em adultos jovens e de meia-idade. Quando não tratada, pode comprometer significativamente a comunicação, a vida profissional e a qualidade de vida.
A boa notícia é que a otosclerose possui tratamento altamente eficaz. Em muitos casos, é possível recuperar grande parte da audição por meio da cirurgia da otosclerose (estapedotomia) ou com o uso adequado de aparelhos auditivos.
Neste artigo você entenderá tudo sobre a otosclerose bilateral, incluindo sintomas, causas, exames, cirurgia, recuperação e quando procurar um especialista em otosclerose no Rio de Janeiro.
O que é otosclerose bilateral?
A otosclerose bilateral ocorre quando a doença acomete os dois ouvidos. Nessa condição, o osso chamado estribo perde sua mobilidade devido ao crescimento anormal do osso ao seu redor, dificultando a transmissão do som para o ouvido interno.
Embora a doença seja bilateral na maioria dos pacientes, ela nem sempre evolui da mesma forma em ambos os lados. Frequentemente um ouvido apresenta perda auditiva antes do outro.

A otosclerose bilateral é comum?
Sim.
Estudos mostram que aproximadamente 70% a 80% dos pacientes com otosclerose apresentam acometimento dos dois ouvidos ao longo da evolução da doença.
É muito comum que o paciente procure atendimento por perda auditiva em apenas um ouvido e, durante a investigação, seja identificado comprometimento inicial também do lado oposto.
Quais são os sintomas da otosclerose bilateral?
Os principais sintomas incluem:
- perda auditiva progressiva nos dois ouvidos;
- dificuldade para compreender conversas;
- zumbido (tinnitus);
- necessidade de aumentar constantemente o volume da televisão;
- dificuldade para ouvir em restaurantes e ambientes ruidosos;
- sensação de ouvido tampado.
Quando ambos os ouvidos são afetados, a perda auditiva costuma causar maior impacto nas atividades diárias e na interação social.
O que causa a otosclerose bilateral?
A causas da otosclerose ainda não é completamente conhecida, mas sabe-se que existe forte influência genética.
Além da predisposição hereditária, fatores hormonais podem acelerar sua evolução, motivo pelo qual algumas mulheres percebem piora da audição durante ou após a gestação.
Como é feito o diagnóstico da otosclerose bilateral?
O diagnóstico deve ser realizado por um otorrinolaringologista especialista em ouvido (otologista).
Os principais exames incluem:
- audiometria tonal e vocal;
- impedanciometria;
- tomografia computadorizada dos ossos temporais;
- avaliação clínica detalhada.
A comparação entre os dois ouvidos é fundamental para definir o melhor tratamento.
A otosclerose bilateral tem cura?
A otosclerose é uma doença genética e progressiva, portanto não existe cura definitiva para interromper sua causa.
Entretanto, existem tratamentos extremamente eficazes capazes de restaurar a audição e proporcionar excelente qualidade de vida durante muitos anos.
Na maioria dos pacientes, os resultados obtidos com o tratamento são muito satisfatórios.
A otosclerose bilateral pode causar surdez?
Sim.
Sem tratamento, a doença pode evoluir para perdas auditivas importantes.
Em alguns pacientes ocorre também comprometimento do ouvido interno (otosclerose coclear), tornando a perda auditiva mais intensa.
Felizmente, atualmente existem diversas opções terapêuticas, incluindo:
- cirurgia da otosclerose;
- aparelhos auditivos modernos;
- implante coclear em situações muito específicas e avançadas.
Quando a cirurgia da otosclerose bilateral é indicada?
A estapedotomia é considerada o tratamento cirúrgico padrão para pacientes com otosclerose.
Ela costuma ser indicada quando:
- a perda auditiva interfere na rotina;
- existe boa reserva auditiva da cóclea;
- o paciente deseja reduzir a dependência de aparelhos auditivos;
- há expectativa de melhora significativa da audição.
A cirurgia apresenta elevadas taxas de sucesso quando realizada por cirurgião experiente em cirurgia do ouvido.
É possível operar os dois ouvidos?
Sim.
A cirurgia pode ser realizada nos dois lados, porém nunca simultaneamente.
Habitualmente opera-se primeiro o ouvido com pior audição. Após a recuperação completa e estabilização dos resultados, pode-se programar a cirurgia do segundo ouvido.
Essa estratégia proporciona maior segurança ao paciente.
Como é a cirurgia da otosclerose (estapedotomia)?
A cirurgia é realizada através do canal auditivo, sem cortes externos.
Durante o procedimento, o estribo é substituído por uma prótese extremamente delicada, permitindo que o som volte a ser transmitido normalmente para o ouvido interno.
Características da cirurgia:
- duração média entre 60 e 120 minutos;
- anestesia geral ou sedação;
- procedimento minimamente invasivo;
- alta hospitalar no mesmo dia na maioria dos casos;
- retorno gradual às atividades em poucos dias.
Cirurgia ou aparelho auditivo: qual é a melhor opção?
Essa decisão deve ser individualizada.
Dependendo das características da perda auditiva, o tratamento pode incluir:
- aparelhos auditivos bilaterais;
- cirurgia em um ouvido e aparelho auditivo no outro;
- cirurgia sequencial dos dois ouvidos.
A escolha depende dos exames, da idade, das expectativas do paciente e do estágio da doença.
Qual é o prognóstico da otosclerose bilateral?
O prognóstico costuma ser excelente.
Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, a maioria dos pacientes consegue:
- recuperar boa parte da audição;
- reduzir o zumbido;
- melhorar significativamente a comunicação;
- manter ótima qualidade de vida.
Quanto mais cedo o tratamento for iniciado, maiores costumam ser as chances de excelentes resultados.
Especialista em otosclerose no Rio de Janeiro
Se você apresenta perda auditiva progressiva, zumbido ou suspeita de otosclerose bilateral, procure avaliação especializada.
Dr. Felippe Felix é otorrinolaringologista, otologista e especialista em cirurgia da otosclerose e estapedotomia no Rio de Janeiro. É Chefe do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da UFRJ, Doutor e Mestre pela UFRJ, realizou aperfeiçoamento em Otologia no Institut Georges Portmann (França) e possui ampla experiência no tratamento de doenças do ouvido, perda auditiva, otosclerose, colesteatoma, implante coclear e cirurgias otológicas.
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Consultório Ipanema: (21) 3149-2818 ou (21) 97132-0928
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Consultório Niterói, Icaraí: (21) 2710-6220 ou (21) 98017-6116
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