Quais os riscos da cirurgia de otosclerose?

felippe felix otorrino rio de janeiro e niteroi

por: Felippe Felix

Os riscos da cirurgia de otosclerose — também chamada de estapedectomia — são baixos. Esse é um procedimento considerado seguro em mão experientes, indicado para recuperar a audição de pacientes com otosclerose avançada. No entanto, como toda cirurgia, ela envolve riscos que precisam ser bem compreendidos antes da decisão pelo tratamento cirúrgico.

Neste artigo, você vai entender o que é feito na cirurgia, quais os riscos mais comuns, como é a recuperação e em quais casos o procedimento pode ou não ser indicado.

O que é a cirurgia para otosclerose?

A otosclerose é uma doença que afeta o osso temporal, principalmente na área próxima a o estribo — que é responsável por transmitir as vibrações sonoras até o ouvido interno. Com o tempo, esse osso se torna rígido e impede a passagem do som, levando à perda auditiva do tipo condutiva.

A cirurgia indicada nesses casos é a estapedotomia (ou estapedotomia), em que o estribo é removido parcial ou totalmente e substituído por uma prótese muito pequena. Isso permite que o som volte a ser transmitido de forma adequada, restaurando a audição em boa parte dos casos.

É perigoso fazer cirurgia no ouvido?

Essa é uma dúvida muito comum entre pacientes que recebem o diagnóstico de otosclerose. A resposta é: não é uma cirurgia perigosa quando feita por um especialista capacitado.

A cirurgia do ouvido médio é considerada delicada porque envolve estruturas pequenas e próximas a áreas sensíveis, como o nervo facial e a cóclea. Porém, quando realizada com a técnica adequada e por um otorrinolaringologista experiente, os riscos são baixos e as taxas de sucesso são altas.

Toda cirurgia envolve algum grau de risco, especialmente quando realizada em uma região tão delicada como o ouvido. Mas a estapedectomia é considerada um procedimento seguro e amplamente realizado em todo o mundo. 

Quais os principais riscos da cirurgia de otosclerose?

A taxa de complicações é extremamente baixa quando a cirurgia é feita por um profissional qualificado. Dentre os possíveis riscos, ainda que a estapedectomia seja bastante segura, o paciente pode apresentar algumas complicações, como:

  • Tontura e vertigem: São comuns nos primeiros dias após a cirurgia, devido à manipulação do ouvido interno. Em geral, melhoram sozinhas com o tempo.
  • Zumbido: Em alguns casos, o zumbido já existente pode piorar temporariamente após a cirurgia.
  • Perfuração do tímpano: Pode ocorrer durante o procedimento, mas geralmente é reparável.
  • Alterações no paladar: Algumas pessoas relatam um gosto metálico ou sensação diferente na boca, geralmente de forma passageira.
  • Perda auditiva neurossensorial: Risco mais raro, mas importante. Se a cóclea for lesionada, pode ocorrer perda auditiva irreversível.
  • Infecções ou reações à anestesia: Assim como em qualquer procedimento cirúrgico.

O mais importante é que a cirurgia de otosclerose seja indicada corretamente, após avaliação clínica e exames de imagem e audiometria, e feita por um profissional experiente. É fundamental que o paciente seja avaliado para que o médico possa estimar os benefícios e os riscos.

Existe risco de ficar surdo com a cirurgia de otosclerose?

Essa é uma das principais dúvidas dos pacientes — e a resposta é: é muito raro. Toda cirurgia envolve riscos, e no caso da estapedotomia, o risco de perda auditiva neurossensorial (quando a cóclea é afetada) gira em torno de 1% dos casos.

Na grande maioria dos pacientes bem indicados, a cirurgia oferece excelente recuperação auditiva, com melhora nítida da qualidade de vida.

Quantas horas dura uma cirurgia no ouvido?

A estapedectomia é um procedimento rápido. A cirurgia costuma durar 1 hora, sob anestesia geral. A maioria dos pacientes tem alta no mesmo dia, com retorno para casa em poucas horas.

Qual o tempo de recuperação da cirurgia de otosclerose?

A recuperação da cirurgia de otosclerose é relativamente tranquila. A maioria dos pacientes retorna para casa no mesmo dia e o tempo de recuperação pode variar de pessoa para pessoa, mas em geral:

  • Primeiros dias: É comum sentir tontura leve, zumbido e sensação de ouvido tampado.
  • Retorno às atividades leves: Após cerca de 7 dias.
  • Evitar esforços físicos e viagens de avião: Por pelo menos 3 semanas.
  • Melhora da audição: Já pode ser percebida em algumas semanas, mas a avaliação final costuma ser feita após 30 a 45 dias.

Durante o pós-operatório da cirurgia de otosclerose, é essencial seguir todas as recomendações médicas para evitar infecções ou deslocamentos da prótese.

Em quais casos a cirurgia pode não ser indicada?

Nem todos os pacientes com otosclerose são candidatos à cirurgia. Ela pode não ser recomendada nos seguintes casos:

  • Pacientes com otosclerose avançada com perda auditiva mista ou neurossensorial predominante;
  • Doenças da cóclea associadas;
  • Pessoas com histórico de infecções de ouvido recorrentes;
  • Dificuldade para realização do procedimento por questões anatômicas;
  • Pacientes que preferem opções não invasivas, como aparelhos auditivos.

Por isso, é essencial passar por avaliação com um otorrinolaringologista que tenha experiência nesse tipo de cirurgia.

Existem alternativas à cirurgia?

Sim. Em muitos casos, principalmente nos estágios iniciais da otosclerose, o uso de aparelhos auditivos é suficiente para restaurar a qualidade de vida.

Esses dispositivos conseguem amplificar o som de maneira eficiente, mesmo quando há um bloqueio na condução sonora. Essa alternativa pode ser interessante para quem não deseja ou não pode realizar a cirurgia naquele momento.

A cirurgia de otosclerose vale a pena?

Depende do seu caso. Em geral, a taxa de sucesso da estapedectomia é superior a 85%, com melhora significativa da audição.

Para muitos pacientes, isso significa:

  • Redução ou abandono do uso de aparelhos auditivos;
  • Mais clareza e conforto ao ouvir;
  • Retorno à vida social com mais segurança e autonomia.

Cada caso é único. A melhor decisão é aquela tomada com base em uma avaliação completa, feita por um médico especialista que vai explicar os riscos, benefícios e possibilidades reais de reversão da perda auditiva.

“Quanto antes, melhor”: o papel do diagnóstico precoce

A otosclerose costuma evoluir lentamente, mas de forma progressiva. Quanto mais cedo o diagnóstico for feito, mais opções de tratamento o paciente tem — e melhores são os resultados.

Por isso, se você ou alguém da sua família está percebendo perda auditiva, zumbido ou sensação de ouvido entupido, procure um otorrino. Não espere para investigar.

Quem opera otosclerose no Rio de Janeiro

Dr. Felippe Felix opera otosclerose no Rio de Janeiro, sendo referência no país em cirurgias auditivas e tratamento de surdez. Se você está buscando informações seguras sobre a cirurgia de otosclerose ou quer saber se é o melhor caminho para o seu caso, agende uma avaliação.

Consultório Ipanema: (21) 3149-2818 ou (21) 97132-0928
Exames auditivos: Otocenter Ipanema

Consultório Niterói, Icaraí: (21) 2710-6220 ou (21) 98017-6116
Exames auditivos: Otocenter Felix

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